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quinta-feira, novembro 17, 2011

Vivaldi & Ferenc Cakó - As Quatro Estações & A Arte da Animação com Areia


Ontem, procurando algum "inspirador" pra ouvir enquanto escrevia alguns devaneios para este blog, recorri à minha afetada memória e lembrei de "As Quatro Estações / Le quattro stagioni", um inenarrável concerto para violino e orquestra de Vivaldi. Pois bem, de posse do meu alvo, fui pro Youtube e procurei algumas performances da obra, deparei-me com uma miniatura que continha uma ilustração que me chamou bastante atenção, era um tipo de desenho/animação, aparentemente, diferente de tudo que já tinha visto. Cliquei e fui assistir.

Acertei em cheio.

A animação era de autoria do húngaro Ferenc Cakó, especialista em animação com areia, algo que eu nunca, nunca, nunca mesmo, havia visto. A animação acompanha as sensações e impressões relacionadas à cada uma das quatro estações do concerto composto por Vivaldi e é, simplesmente, INCRÍVEL. A animação, de profundidade e sensibilidade incríveis, nos transporta a outros lugares e épocas, conhecidos ou não, presente e passado, faz-nos sentir um amálgama de sensações relacionadas ao clima, às estações, à configuração espacial dos lugares mostrados, às pessoas e seus sentimentos, às ações cotidianas em cada estação, e por aí vai.

Recomendo! Tanto pelo concerto de Vivaldi, quanto pela incrível animação de Cakó.


quarta-feira, outubro 19, 2011

Legião Urbana - A Tempestade ou O Livro dos Dias


A Tempestade ou O Livro dos Dias, ou apenas A Tempestade, é o sétimo disco da banda brasileira de rock Legião Urbana, lançado em 20 de Setembro de 1996. É o último disco lançado pelo líder da banda, Renato Russo, ainda em vida. No Brasil foram vendidos mais de meio milhão de cópias e sendo premiado com Disco de Diamante pela ABPD.

Gravado entre janeiro e junho de 1996, no estúdio carioca AR Estúdios, foi planejado para ser um disco duplo, pois foram também gravadas canções que fariam parte do póstumo Uma Outra Estação, porém, a proposta foi novamente recusada, assim como o projeto "Mitologia e Intuição" (que originou os álbuns Dois e Que País É Este 1978/1987). Durante as gravações, Renato Russo não quis gravar vozes definitivas para todas as músicas, fazendo-o apenas na canção "A Via Láctea". Devido a isso, as outras canções contam com a voz-guia (primeira voz gravada para a música). Grande parte dos arranjos estava pronta desde o fim de 1995.

A maioria das letras do disco (escrita em 1996, durante os sintomas da doença de Renato) é considerada melancólica e triste, como se pode ver em canções como Mil Pedaços, Quando Você Voltar e Longe do Meu Lado, além de canções mais introspectivas, como O Livro dos Dias (que também é um dos nomes do disco) e Soul Parsifal (parceria inédita de Renato Russo com a cantora Marisa Monte). Há também espaço para letras mais cotidianas e alegres, como Leila, 1º de Julho (composta para Cássia Eller, que a gravou primeiramente) e Dezesseis (que fala sobre um jovem de Brasília, amante do rock, que falece aos 16 anos ao disputar um "racha" - corrida ilegal entre carros). A principal canção do disco foi A Via Láctea, com sua letra bastante depressiva.

As primeiras edições do disco vieram com uma capa especial em formatação de livro (no mesmo formato em que foi lançado Equilibrio Distante, segundo álbum solo de Renato Russo). Renato recusou-se a tirar fotos para o álbum, tendo sido usada uma foto tirada durante as sessões de fotos de "Equilibrio Distante". Mais tarde, ambos os discos foram relançados na caixa tradicional, de plástico. Em "A Tempestade", não constam agradecimentos e nem as tradicionais frases "Urbana Legio Omnia Vincit" (Legião Urbana a tudo vence) e "Ouça no volume máximo". Em seu lugar, foi escolhida uma frase do escritor modernista brasileiro Oswald de Andrade: "O Brasil é uma república federativa cheia de árvores e gente dizendo adeus".

Curiosidades
Segundo entrevista de Renato, o álbum foi lançado com dois nomes porque, enquanto ele preferia "A Tempestade", Bonfá preferia "O Livro dos Dias". Apesar dos dois nomes, apenas A Tempestade aparece na capa. Este nome também é uma referência a última peça deWilliam Shakespeare, denominada também A Tempestade.

A faixa "Dezesseis", além de citar Janis Joplin, Led Zeppelin, Rolling Stones e os Beatles, também cita uma música destes últimos:Strawberry Fields Forever. Além disso, suspeita-se que a canção seja uma homenagem à morte do piloto Ayrton Senna, em 1994 em um acidente durante uma corrida de Fórmula-1; Essas evidências aparecem em trechos sobre o opala metálico-azul (Williams azul que Senna corria quando se acidentou) e a Curva do Diabo (Alusão à curva Tamburello, local do acidente fatal);

A faixa "1º de Julho" fora feita por Russo para Cássia Eller, que a gravou no disco Cássia Eller, em 1994. Foi gravada durante as sessões de gravação de The Stonewall Celebration Concert, primeiro disco solo do cantor, em 1994.

Foi o primeiro álbum produzido pelo guitarrista Dado Villa-Lobos, embora o crédito também leve o nome da banda: "Produzido por Dado Villa-Lobos e Legião Urbana".
O cantor porto-riquenho Ricky Martin gravou uma versão em espanhol de "A Via Láctea", intitulada "Gracias por Pensar en Mi" ("obrigado por pensar em mim", trecho da canção original), em seu álbum MTV Unplugged, de 2007.


Faixas / Download
1. "Natália" 8– 3:55 | Download
2. "L'Avventura" – 4:37 | Download
3. "Música de Trabalho" – 4:19 | Download
4. "Longe do Meu Lado" (Renato Russo e Marcelo Bonfá) – 4:25 | Download
5. "A Via Láctea" – 4:39 | Download
6. "Música Ambiente" – 4:07 | Download
7. "Aloha" – 5:25 | Download
8. "Soul Parsifal" (Renato Russo/Marisa Monte) – 4:54 | Download
9. "Dezesseis" – 5:23 | Download
10. "Mil Pedaços" – 3:22 | Download
11. "Leila" – 5:22 | Download
12. "1º de Julho" (Renato Russo) – 4:49 | Download
13. "Esperando por Mim" – 4:21 | Download
14. "Quando Você Voltar" – 2:53 | Download
15. "O Livro dos Dias" – 4:18 | Download

Todas as canções, exceto onde houver indicação, tem a composição de Dado Villa-Lobos, Renato Russo e Marcelo Bonfá. Todas as letras são de Renato Russo


Fonte:
A Tempestade ou O Livro dos Dias - Wikipédia, a enciclopédia livre.

segunda-feira, setembro 26, 2011

Pearl Jam - Last Kiss

Na minha sequência de músicas neurantes e que demoram semanas, meses e até (como no caso de "Polaroid") anos pra sair da minha cabeça, encontro-me agora com Last Kiss, do Pearl Jam que é, de longe, a versão mais conhecida da música originalmente composta por Wayne Cochran, com uma letra que é tão bela quanto séria.

Wayne Cochran inspirou-se no acidente ocorrido no dia 22 de Dezembro de 1962, sábado, véspera de Natal, em Barnesville - Georgia. Os jovens: Jeanette Clark e L. Hancok, que era o motorista, ambos com 16 anos e mais outros três amigos, estavam em um Chevrolet 1954 em intenso tráfego quando atingiram um caminhão que carregava madeiras. Clark, Hancok e mais um amigo morreram; os outros dois ficaram seriamente feridos. Cochran dedicou a música à Jeanette Clark.




Oh where, oh where, can my baby be?
The Lord took her away from me.
She's gone to heaven so I've got to be good,
So I can see my baby when I leave this world.
We were out on a date in my daddy's car,
We hadn't driven very far.
There in the road straight ahead,
A car was stalled, the engine was dead.
I couldn't stop, so I swerved to the right,
I'll never forget the sound that night.
The screaming tires, the busting glass,
The painful scream that I heard last.
Oh where, oh where, can my baby be?
The Lord took her away from me.
She's gone to heaven so I've got to be good,
So I can see my baby when I leave this world.
When I woke up, the rain was pouring down,
There were people standing all around.
Something warm flowing through my eyes,
But somehow I found my baby that night.
I lifted her head, she looked at me and said;
"Hold me darling just a little while."
I held her close I kissed her - our last kiss,
I found the love that I knew I had missed.
Well now she's gone even though I hold her tight,
I lost my love, my life that night.
Oh where, oh where, can my baby be?
The Lord took her away from me.
She's gone to heaven so I've got to be good,
So I can see my baby when I leave this world.



Fonte:
Last Kiss - Wikipédia, a enciclopédia livre. Disponível no link Last Kiss.
Vídeo "Pearl Jam Last Kiss - Live Francisco 2006 - HD", incorporado do Youtube.
Letra da música extraída de Letras.mus.br

quinta-feira, setembro 15, 2011

Lendas e mitos sobre o Embuá (ou Ambuá)


Ontem à noite ouvi a Toph gritar e perguntei o que houve, a mãe disse "Ela tem medo de 'ambuá', e passou um aqui perto dela...". Achei demais engraçado e acabei lembrando de uma estória que o Sr. Cirilo Borges e Silva, também conhecido como meu pai, contou-me há muitos anos, nos tempos em que eu era apenas um infante, ela era mais ou menos assim:
Certa vez, Deus e Diabo entraram em uma contenda que, por decisão de ambos, seria decidida em uma prova de velocidade, ambos teriam que criar um animal para uma corrida. Os dias passavam e o Diabo estava decidido a vencer, passava horas a fio modelando e projetando o seu veloz corredor, enquanto Deus nem sequer ligava e/ou lembrava disso. O Diabo, pensando que duas patas seriam insuficientes para construir um hábil corredor, resolveu inovar e fez um animal com 50 pares de patas: o Ambuá!

(Parentesis)
Sempre chamei o pequeno artrópode de Ambuá, mas descobri há pouco (agora mesmo, em verdade) que a grafia correta é Embuá.
(Fim do parentesis)


Pois bem, o diabo consegui finalizar o Ambuá quase na hora da corrida. Dirigiu-se ao local marcado para a contenda e logo Deus chegou, de mãos abanando, sem nada. Foi quando o Diabo o questionou "Onde está o teu representante para a corrida?".

Deus, vendo que não poderia fugir ao compromisso, olhou pra um lado, olhou pro outro, pra baixo e nada, de repente viu um cipó pendurado em uma árvore, puxou-o, deu um nó na ponta, soprou e jogou no chão: era uma Cobra!

A disputa correu e, mesmo com todo a preparação do Diabo, o Ambuá não teve a mínima chance contra a Cobra, que venceu com ampla vantagem!

***

Deixando o imaginário um pouco de lado, os Embuás são animais pertencentes à classe dos diplópodes (ou milípedes), filo dos átropodes, são animais herbívoros e detritívoros, são ovíparos e reproduzem-se de forma sexuada, possuem respiração traqueal e um corpo cilíndrico divido em cabeça (com um par de antenas e um par de olhos), tórax (menor parte) e abdomen segmentado (parte maior), possuem um par de patas por segmento, que podem variar entre 20 e 100 (acho que esses maiores foram criados pelo Diabo mesmo!). Quando ameaçados, enrodilham-se fingindo-se de mortos ou repelem substâncias defensivas, como o cianeto de hidrogênio, mas são inofensivos a humanos.


A única lenda/mito paraense que conheço relacionada a tal criatura é a que lhes foi relatada anteriormente. Entretanto, segundo os relatos de David Figueiredo, em algumas áreas do Amapá, os embuás são considerados venenosos, "consumidores" de sangue humano e dizem, inclusive, causar gravidez em mulheres que estão no período menstrual.



Fontes
Diplópode - Wikipédia, a enciclopédia livre. Disponível através do link.
FIGUEIREDO, Davis. Os Embuás no Imaginário Popular. Recanto das Letras, disponível através do link.

Imagens
1 - "Cylinroiulus caeruleocinctus", foto de Darkone, retirada da Wikimedia Commons.
2 - "Embuá", foto de ®$ñå£ð¤, retirada do Panoramio.

quinta-feira, agosto 25, 2011

Julieta Venegas & Marisa Monte - Ilusión (Acústico/Unplugged MTV)


Essa mexicana, Julieta Venegas, foi-me apresentada há um tempo pelo meu caríssimo amigo Lino Ribeiro da Ponte Jr, vulgo @LacunaCerebral, em uma conversa no msn quando, o mesmo, perguntou-me se eu conseguiria achar um link decente pra baixar o Acústico MTV da cantora anteriormente citada. Googuei, encontrei, baixei. Uma mulher linda, com uma voz linda, com músicas lindas! Impossível não gostar.

Mas, de todas as faixas, sem sombra alguma de dúvida, a que mais chama a atenção é um dueto fantástico com una cantante brasileña, que é, nada mais, nada menos, que Marisa Monte. São duas belas vozes que dispensam qualquer tipo de comentário, só ouvindo mesmo!



Link pra download do Unplugged MTV

sexta-feira, julho 01, 2011

1º de Julho

Aproveitando o ensejo da feliz coincidência pela qual me encontro: Um [novo] momento "Legiãourbanístico" concomitante ao 182º dia do ano, o dia 1º de Julho.

Pois bem, como não consegui encontrar uma versão do Renato, vai a versão da Cássia mesmo, que é tão quanto [ou até melhor] do que a versão original e, dizem alguns, não sei se a informação procede, que o Renato compôs essa música pra Cássia cantar.

Pois bem, ei-lo: 1º de Julho!

quarta-feira, junho 29, 2011

Se fiquei esperando meu amor passar...

Hoje, ou melhor, ontem, decidi-me a baixar a discografia completa do Legião Urbana. Foram horas deveras produtivas que dispendi no 4shared, mas valeu a pena. Joguei tudo numa playlist randômica que começou, coincidentemente pela 11ª faixa de "As Quatro Estações": Se Fiquei Esperando Meu Amor Passar, uma das minha favoritas, ao lado de Sereníssima, Acrilic On Canvas, Andrea Doria, Perfeição, Dezesseis, dentre inúmeras outras.

Pois bem, que a música é ótima isso é unanimidade, e não vem ao caso.
O fato curioso é que nos tempos de antanho, quando dos meus primeiros contatos com a banda, um amigo da escola gravou, em uma fita K7 (Égua-te!!), o CD "Legião Urbana", o primeiro, de 1985. A fita comportou todas as faixas e, pra não desperdiçar espaço, ele gravou algumas outras faixas.

Cheguei em casa e ouvi toda a fita, adorei todas, entretanto, no fim, tinha uma música que começava com uma introdução muito boa, seguida dos versos:
"Se fiquei esperando meu amor passar
Já me basta que então, eu não sabia amar"
E terminava por aí. E eu tinha gostado tanto dessa faixa...

Algum tempo depois, outro amigo, também do 'Cordeiro de Farias', Edinei, do Blog do Argonauta, grande fã de Legião Urbana, me passou a letra toda da música mas eu só a ouvi, de fato, uns 4 ou 5 anos depois.

Mas ela vale a pena... Vale mesmo.

Se fiquei esperando meu amor passar...

terça-feira, maio 24, 2011

O Segundo Sexo - Simone de Beauvoir


"O Segundo Sexo é um clássico publicado por Simone de Beauvoir em 1949. São dois livros sobre a situação da mulher. O primeiro volume recebeu o subtítulo de “Fatos e Mitos”, e o segundo volume foi denominado “A experiência vivida”. Como outros clássicos feministas, encontra-se esgotado no Brasil."

Lembro dessa obra dos meus semestres iniciais na Faci, mais especificamente do 2º semestre, das aulas de Introdução às Ciências Socias e Políticas, ministradas pelo ilustre benemérito Cláudio Carvalho (Twitter | Facebook), não cheguei a apreciá-la por completo, apenas um trecho que, ao término, traduzia-se na máxima "Não se nasce mulher, torna-se", em alusão à forma pela qual Simone de Beauvoir percebeu a construção da identidade feminina e da feminilidade a partir de modelos e/ou estereótipos sociais. Ao que tudo indica, tal obra foi o ponto de partida de discussões acerca da condição da mulher em uma sociedade estritamente machista. Pois bem, abaixo estão os links para leitura e/ou download dos dois volumes: O Segundo Sexo vol.1 - Fatos e Mitos e O Segundo Sexo vol.2 - A Experiência vivida.

O Segundo Sexo

O Segundo Sexo Vol 2

quarta-feira, janeiro 19, 2011

"Amor, Amor" um Flashbrega diferente

Há tempos não me via tão tocado, emocionado empolgado com um álbum. Se bem que nem tanto assim, dado que, há pelo mesmo oito meses continuo ouvindo só "Paz e Amor Acústico" do Nenhum de Nós.

Pois bem, o álbum "Amo Amor" da deidade Lia Sophia, é uma releitura (e que releitura!!) de clááássicos marcantes do brega dos anos 70/80, que embalaram gerações e mais gerações de românticos (ou não). Eu, particularmente, recordo-me muito bem de todas, meu pai era (e ainda é) fã incondicional do gênero, ou seja, querendo/gostando ou não, minha infância acabou sendo inúmeras vezes pontuada por algumas dessas composições.

Dentre as faixas, destaque especial pra faixa título, "Amor Amor", do meu xará Magno (Carlos Magno Xavier) e André Carlos; "Tchau tchau amor" de Ivan Peter, "Ao pôr do sol" de Firmo Cardoso e Dino Souza. Altamente recomendado!

Faixas:
1. Amor Amor - Carlos Magno Xavier (Magno) e Oséias Carlos André Almeida Lopes (André Carlos)
2. Como eu gosto de você - Borba de Paula e Mardônio
3. Eu te amo meu amor - Frankito Lopes
4. Longe de você - Jorge Benner e Gilmar Amaral
5. Minha amiga - Mauro Cotta e Cláudio Lemos
6. Não se vá - Fernando Belém e Jorge Benner
7. Noites de Moscou ("Moscow Nights") - Ver. Pinduca/Luizinho
8. Ao pôr do sol - Firmo Cardoso e Dino Souza
9. Um Poema de amor - Wilson Fonseca (Santarém-PA, 1953)
10. Tchau tchau amor - Bella Maria e Ivan Peter
Download

Download das versões originais (4Shared):
1. Amor Amor | 2. Como eu gosto de você | 3. Eu te amo meu amor | 4. Longe de você | 5. Minha amiga | 6. Não se vá | 7. Noites de Moscou ("Moscow Nights") | 8. Ao pôr do sol | 9. Um Poema de amor | 10. Tchau tchau amor

quarta-feira, janeiro 12, 2011

Da Chuva

Da inevitável e pontual da tarde,
da (nem tão) atípica da manhã,
e da noturna sonífera.


****

Nesse aniversário de 395 anos de Belém, ouvindo Arraial do Pavulagem e pensando na possibilidade de ir ao Píer das 11 Janelas, esbarrei em um tweet do @DOL intitulado "Galeria: imagens que são a cara de Belém". A primeira imagem é essa ao lado: Chuva.

Missão impossível encontrar um paraense que não tenha uma história que seja, no mínimo, digna de ser escrita relacionada com a chuva. Ela que, juntamente com as mangueiras (e as mangas caindo), o Círio de Nazaré, Açaí com peixe/camarão/charque frito(s), o Ver-o-Peso, o Brega/Cumbia/Melody, o sotaque chiado, entre outros que não me veem à cabeça nesse momento, formam o mosaico cultural paraense.

Em verdade vos digo que realmente nunca ouvi falar de um povo, tribo, nação, estado ou o que quer que seja que tenha uma ligação afetiva tão grande com a chuva quanto os paraenses (excetuando-se talvez Gene Kelly). Dizem, inclusive, que "em Belém do Pará, quando não chove todo dia, chove o dia todo", entre outras expressões relacionadas à chuva como também a "Tal coisa depois da chuva" (ou antes), referindo-se àquela constante da tarde. A chuva é desculpa pra todo tipo de atraso, seja no trabalho, na escola, em casa, etc.

Hoje em dia, tomo pouco banho de chuva de fato, costumo andar muito quando a chuva tá fina, mas banho mesmo, daqueles da minha infância, já tem uns meses que eu não tomo. Aqueles banhos de chuva brincando de pira-maromba, travinha, bandeirinha ou só pra correr na chuva mesmo, desses nunca mais... E creio que nunca mais os tome. Uma pena...



Foto inicial: Ney Marcondes
Slideshow: Diário Online

segunda-feira, dezembro 13, 2010

Cafelista pela própria natureza


A meros mortais e bebedores desatentos, ele se afigura como uma simples e tradicional bebida matutina; aos mais curiosos e afeitos à informações (por vezes) inúteis, ele é matéria-prima de uma bebida estimulante que contem entre 80 e 140 mg de cafeína a cada porção de 207 ml, é originário da Etiópia e, depois de popularizar-se no Egito e Europa, encontrou no Brasil, solo fértil para sua produção e consumo, sendo um produto de grande valor econômico e histórico para o Brasil (atual maior produtor, tendo produzido cerca de 45 milhões de sacas em 2008).

Mas isso não importa ou, no mínimo, pouco importa aos verdadeiros apreciadores do café (nome que deriva do termo árabe qahwa, que significa "vinho"), o que realmente importa é o êxtase, o deleite, o inefável prazer de bebê-lo. As maneiras de se apreciá-lo são inúmeras, quase infinitas, algumas diferentes, outras tradicionais, muitas estranhas, poder-se-ia dizer até que haja uma para cada cafelista.

Como exemplo, posso citar uma senhora com a qual, certa vez, deparei-me, ela adorava café bem forte e bem doce, com açúcar, não obstante ao fato de ser diabética. Bebia escondida... Conheci uma garota que gostava de café bem fraco, ralo mesmo, uma coloração próxima a um chá mais escuro, seria o que minha falecida avó chamaria de "lavagem de cano de espingarda"... Tive, ou melhor, ainda tenho, um amigo evangélico fervoroso que sempre bebia café lendo a Bíblia mas que, curiosamente, não o bebia em ocasiões diferentes... Uma mulher muito bonita, alta, loira, incrivelmente bela que, chegando ao mesmo balcão onde me encontrava, pediu um "café preto, sem leite, por favor!", algo que achei muito sexy... Soube através de relatos (não confirmados) de terceiros, de pessoas que após beberem café sempre escovavam os dentes, com medo de que ficassem escuros...

Teve o caso de um jovem que estava bebendo uma vodca entre amigos na Praça da República e, não mais que de repente, sobreveio-lhe um desejo por café, mal acabara de verbalizar o desejo a seus pares e, como que tragada de algum lugar e jogada ali por mágica, apareceu uma senhora vendendo café. Comprou dois copinhos e ganhou um.
Ouvi dizer que esse mesmo jovem tomava café com Coca-cola, gelo e limão, para aliviar constantes ressacas que lhe acometiam. Segundo me foi relatado, ele prefere cafés fortes e quase amargos e, por beber muito café, sempre indagam-no quanto ao fato de ser fumante, hábito que não tem. Ele tinha o sonho de abrir uma Cafeteria/Livraria/Bar/Casa de Tolerância (não sei se ainda tem).

Ouvi histórias sobre pessoas que preveem o futuro "lendo" as marcas deixadas pela borra do café; cientistas que descobriram que o café melhora e estimula a memória, concentração e aprendizado; líderes religiosos que proibiram seus seguidores de tomá-lo; soube, inclusive, de um tipo de café de origem indonésia chamado Kopi Luwak, que é extremamente caro (cerca de U$ 1.000 / Kg) e é feito a partir de grãos extraídos das fezes de um pequeno mamífero, o civeta.

São tantos causos, que só tomando um cafezinho pra contar todos...

quinta-feira, dezembro 09, 2010

Haikai #1

Tarde insone,
Fito gente sem face,
Ouço meu nome.






Haikai - Wikipédia

"Haikai (em japonês: 俳句, Haiku ou Haicai) é uma forma poética de origem japonesa, que valoriza a concisão e a objetividade. Os poemas têm três linhas, contendo na primeira e na última cinco caracteres japoneses (totalizando sempre cinco sílabas), e sete caracteres na segunda linha (sete sílabas).

Em japonês, haiku são tradicionalmente impressos em uma única linha vertical, enquanto haiku em Língua Portuguesa geralmente aparecem em três linhas, em paralelo. Muitas vezes, há uma pintura a acompanhar o haicai (ela é chamada de haiga). "Haijin" é o nome que se dá aos escritores desse tipo de poema, e principal haijin (ou haicaísta), dentre os muitos que destacaram-se nessa arte, foi Matsuô Bashô (1644-1694), que se dedicou a fazer do haikai uma prática espiritual."

domingo, novembro 21, 2010

Nenhum de Nós - Você Vai Lembrar de Mim

Conhecia algumas poucas músicas do Nenhum de Nós, mas, há pouco tempo atrás, acabei baixando o CD "Paz e Amor Acústico"... Pensem em algo que eu escuto há meses sem parar... fantástico! Destaque especial pra "Polaroid", "Vou deixar que você se vá" e "Você vai lembrar de mim", isso sem contar as clássicas "Camila, Camila" e "O Astronauta de Mármore"... Muito bom mesmo!

quinta-feira, agosto 19, 2010

Radio Flyer

Em um dias desses na casa do Linoboy, estávamos assistindo um dos "Clássicos da Sessão da Tarde": Sem Licença para Dirigir (1988). Todos já haviam assistido ao tal filme, menos eu. E nessa conversa sobre filmes antigos, lembrei de um que, até então, não sabia o nome, eu só lembrava de um carrinho de puxar vermelho escrito "Radio Flyer" do lado, e que eu descobri, googando há pouco, que era o nome do filme.

Sobre o filme:
Diretor: Richard Donner
Elenco: Lorraine Bracco, John Heard, Elijah Wood, Joseph Mazzello, Adam Baldwin, Tom Hanks, Ben Johnson.
Produção: Rick Bieber, Michael Douglas, David M. Evans, Peter McAlevey
Roteiro: Lauren Shuler-Donner
Fotografia: Laszlo Kovacs
Trilha Sonora: Hans Zimmer
Duração: 114 min.
Ano: 1992
País: EUA
Gênero: Drama
Estúdio: Columbia
Sinopse:
Um pai (Tom Hanks) decide contar a seus filhos a história de sua infância. Ele volta no tempo, aos final dos anos 60, onde o mundo parecia (mesmo ele sendo uma cidade) parecia imenso aos olhos de uma criança. Ainda mais quando se muda de cidade. E é aí que se inicia a história quando Mike (Elijah Wood / Tom Hanks) e seu irmão Bobby (Joseph Mazzello) mudam-se com sua mãe (Lorraine Bracco), por terem sidos abandonados pelo pai. Tudo parecia divertido, até o momento em que ela conhece "The King" (Adam Baldwin), um homem primeiramente amável, mas que se revela um ser brutal após umas latas de cerveja. Por conta dos maltratos por "The King", Mike e Bobby passar a criar um mundo só seu, onde monstros podem ser afastados com poções e onde um simples carrinho-de-mão pode levá-los para longe da dor.

quarta-feira, agosto 11, 2010

300

Segundo a Wikipédia, no dia 11 de agosto de 480 a.C, ou seja, há 2.490 anos, acontecia a épica e memorável batalha das Termópilas, onde o numeroso exército do rei persa Xerxes derrotou o pequeno, porém sagaz, exército do rei espartano Leônidas. Diz-se, segundo historiadores, que 301 espartanos (ajudados por uns 5 ou 6 mil atenienses) combateram algo entre uma ou duas centenas de milhares de soldados persas.

Eu lembro de, ainda em '99, ter lido o quadrinho "300" de Frank Miller, os desenhos de Lynn Varley deixavam algo a desejar, mas a narrativa, impecável e perfeita, mostrava a batalha nos seus pequenos detalhes, como a recusa de Leônidas em aceitar o jugo persa, ou quando, diante da inevitável derrota, Leônidas ordena a todos os não-espartanos que abandonem a batalha, sacrificando-se em seguida para conter o avanço persa, entre outros pormenores fantásticos.

Vale lembrar que a adaptação homônima pro cinema, foi extremamente fiel à narrativa apresentada por Miller (aliás, todas as adaptações do Miller são fiéis, lembram de Sin City?), isso, na minha opinião, foi o que manteve todo o encanto e beleza do filme.

"Fartem-se esta manhã, pois esta noite, jantaremos no Inferno!"