segunda-feira, abril 02, 2012

Qual o gosto do jambo?



Outro dia, há mais ou menos uma semana atrás, em um churrasco na casa de um amigo, arrisquei uma subida em um alto muro só pra "subtrair" um jambo da árvore do vizinho dele. Anteontem pela manhã, quando o ônibus parou no semáforo da Pedro Alvares Cabral com a Tavares Bastos, olhei de relance pro lado e vi o chão tomado daquela indescritível tonalidade, situada entre o carmim e o magenta, que nós todos conhecemos como "cor de jambo": a calçada estava tomada por frutos maduros. Hoje, quando o ônibus passou pelo Ver-o-Peso, foi como se eu estivesse amassando um jambo com as mãos, tal era o cheiro que exalava da "seção" de frutas do Mercado, repleto de jambos e mais jambos em cestas e mais cestas. À noite o chefe da redação abre uma sacola, tira um jambo e pergunta a alguém: "estão lavados?".

Ou seja, é só chegar o tempo de jambo, que ele se torna constante no dia-a-dia do paraense! Que o jambo é rico em ferro, proteínas e sei-lá-mais-o-quê todo mundo deve sabe, não estou aqui pra falar disso, quem quiser saber mais é só acessar a página da fruta na Wikipédia.

Não preciso dizer que adoro jambo. Creio que seja a fruta que eu mais gosto e também a que eu mais comi em toda a vida.

Quando crianças, meu irmão e eu sempre íamos com meu pai pro trabalho dele. Era numa sede campestre gigantesca do grupo Yamada, na Augusto Montenegro. "Três Corações". O lugar era cheio de campos de futebol, lagos artificiais, piscinas, mato e árvores de todo tipo. Logo na entrada, tínhamos um caminho enorme, ladeado de jambeiros, passávamos boa parte do nosso tempo por lá, em cima das árvores, apanhando e comendo jambos, dentre outras frutas.

Tive ótimos momentos com meu irmão nessa época. Horas e mais horas correndo, brincando, subindo em árvores, jogando bola sozinhos em campos de futebol enormes, nadando, "canoando", essas coisas que toda criança deveria fazer. E entre uma missão e outra, sempre tinha um jambo pra comer. Apanhávamos às dezenas, centenas! Comíamos até não aguentar mais e o restante levávamos pra casa, pra comer depois.

E, pra mim, é esse o gosto que o jambo tem: gosto de infância.

Gosto de nuvem... e de infância.

2 comentários:

Rildo Silva disse...

tem gente que ainda usa o caroço do jambo pra brincar de peteca paga ????

Rildo Silva disse...

tem gente que ainda usa o caroço do jambo pra brincar de peteca paga ????