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quarta-feira, fevereiro 22, 2012

Uma tarde em Cascais

Sempre tento dar alguma utilidade ao meus períodos de ócio, em verdade, quase nunca consigo. Hoje à tarde dedicava-me à essa infrutífera tarefa quando, sem mais nem porquê, me veio à cabeça o nome "Cascais'... Fica perto de Lisboa, Portugal. É um lugar belíssimo que, provavelmente, eu talvez nunca chegue a conhecer.

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Por ruas e vielas da antiga Cascais,
No magro rosto um tímido sorriso,
Ia um moço franzino, passo indeciso,
Rumo ao mar nobre dos seus ancestrais.

Azul mar beijava as pedras do cais,
Embalava as traineiras com preciso
Balanço e enquanto, das aves, o riso,
Soava magano nos alvos areais.

Era a vila castiça! Vila formosa
Da costa do sol! Era a rubra rosa
Dos extensos jardins da egrégia Lisboa!

Inda o vejo passear na orla do mar,
Os seus olhos a sonhar....a sonhar...
E no bolso o tempo, que veloz se escoa.




Fontes:
Foto: "The Atlantic Ocean by the Guincho coast", disponível em Wikipédia/Wikimedia
Soneto: "Cascais" de Luís Santos, disponível em Luso-Poemas - Poemas, frases e mensagens

terça-feira, janeiro 03, 2012

Apenas mais uma lembrança perdida...


Mercado do Ver-o-Peso...

Lembrar de uma lembrança, curioso...

Não tenho muitas lembranças da minha infância, ou melhor, não tenho uma ordem lógica ou cronológica das minhas lembranças. Lembro de vários fatos, mas não sei precisar a idade que tinha quando aconteceram, ou se foram antes ou depois de determinado fato. Coisas desse tipo. Acho que só depois dos 12 anos, quando entrei no ensino médio (2º grau, na época) é que comecei a manter uma linha de lembranças mais coerente.

Pois bem, há pouco olhei este blog e percebi que há tempos não posto nada, feito isso, fui ao Google imagens atrás de uma imagem aleatória pra tentar despertar minha criatividade, acabei me deparando com algumas imagens do Mercado do Ver-o-Peso e, de imediato, lembrei-me da foto lá em cima (compartilhada há algum tempo no facebook)... Procurei, até que achei e, lembrando do Ver-o-Peso, lembrei desse fato que me aconteceu há uns anos, no início de 2006, pra ser mais preciso. Creio já tê-lo escrito em algum lugar, só não lembro onde. Ei-lo:

O nosso grupo de estudos da Unama já estava consolidado: Aline, Lincoln, Wagner e eu. Procrastinávamos durante a semana e estudávamos nos sábados, umas vezes na casa da Aline,  outras na casa do Wagner. Nesse sábado, a reunião era na casa da Aline, no Jurunas. Peguei um ônibus qualquer e desci em na José Malcher com a Alcindo Cacela, logo depois do meio-dia, peguei outro ônibus, o Arsenal, pra poder chegar ao meu destino. Até aí tudo normal, como nas outras infinitas vezes.
O grande cerne desse relato aconteceu ao passar em frente ao Mercado do Ver-o-Peso, milhares de vezes passara por lá e isso nunca acontecera antes:
O cheiro de peixe frito foi arrebatador. 
Voltei sabe-se lá quantos anos até um ponto perdido na minha infância.
Meu pai trabalhou durante um bom tempo na Yamada Matriz, que fica no Comércio e, portanto, conhecia bem os arredores e principalmente o Ver-o-Peso. Nisso lembrei de que eventualmente íamos com ele almoçar lá, meus irmãos e minha mãe, em verdade, eu não lembro (de fato) de nenhum deles indo conosco, mas tenho quase certeza de que eles estavam lá. Eu sempre comia peixe frito e, mesmo que me esforce, não consigo lembrar de mais nenhum detalhe.
Ainda frequento o "Veropa", como é popularmente conhecido, mas nunca mais tive um flashback desses, nenhuma outra lembrança perdida que pudesse ser magicamente resgatada.

segunda-feira, agosto 08, 2011

Folhas Secas

Tenho o hábito de caminhar bastante (quando tenho tempo) e, o ato de caminhar, por ser a atividade física à qual o ser humano está mais bem preparado, é um ótimo exercício, tanto físico, quanto mental, além de ser, claro, uma das principais características que nos diferencia dos demais primatas. Mas, deixemos tais considerações de lado. Como disse, tenho o hábito de caminhar, principalmente quando preciso pensar e, ultimamente, tenho feito muito o trajeto entre minhas duas ocupações, Reduto - Marco, algo em torno de 5,5km.

Certa vez me aconteceu um fato inusitado, que sempre me volta à mente quando passo em frente ao que, um dia fora uma lanchonete Bob's (atualmente em reforma), na Av. Gov. José Malcher entre Generalíssimo Deodoro e Dom Romualdo de Seixas (eu acho).

Pois bem, um certo dia, entre 14:30 e 15:00, estava eu a cruzar a José Malcher totalmente absorto em considerações, ponderações e devaneios quando, súbita e repentinamente, cruzei o acima referido trecho. Seria um trecho normal, se a calçada não estivesse completamente coberta de folhas secas de mangueira. Aquilo foi suficiente pra me transportar de um transe e me por em outro: quando dei o primeiro passo nas folhas secas e ouvi o farfalhar, fiquei admirado e absorto com aquilo, o farfalhar, meus pés inundados levantando folhas e mais folhas, e o farfalhar, algumas folhar voltavam empurradas pelo vento, e ainda havia o farfalhar, outras folhas se prendiam pelos sapatos, e ouvia-se, ainda, o farfalhar, já não conseguia pensar em mais nada, só no farfalhar. Creio que levei o tempo de 32 passos para atravessar tal trecho, um tempo curto, mas que ficou eternizado na minha memória e vai durar o tempo dos tempos pelos quais eu passar por aquele lugar.


Com preguiça de fotografar, peguei uma foto do...
Foto: Adib Valentim. Blog Momentos Fotografados.

quarta-feira, janeiro 12, 2011

Da Chuva

Da inevitável e pontual da tarde,
da (nem tão) atípica da manhã,
e da noturna sonífera.


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Nesse aniversário de 395 anos de Belém, ouvindo Arraial do Pavulagem e pensando na possibilidade de ir ao Píer das 11 Janelas, esbarrei em um tweet do @DOL intitulado "Galeria: imagens que são a cara de Belém". A primeira imagem é essa ao lado: Chuva.

Missão impossível encontrar um paraense que não tenha uma história que seja, no mínimo, digna de ser escrita relacionada com a chuva. Ela que, juntamente com as mangueiras (e as mangas caindo), o Círio de Nazaré, Açaí com peixe/camarão/charque frito(s), o Ver-o-Peso, o Brega/Cumbia/Melody, o sotaque chiado, entre outros que não me veem à cabeça nesse momento, formam o mosaico cultural paraense.

Em verdade vos digo que realmente nunca ouvi falar de um povo, tribo, nação, estado ou o que quer que seja que tenha uma ligação afetiva tão grande com a chuva quanto os paraenses (excetuando-se talvez Gene Kelly). Dizem, inclusive, que "em Belém do Pará, quando não chove todo dia, chove o dia todo", entre outras expressões relacionadas à chuva como também a "Tal coisa depois da chuva" (ou antes), referindo-se àquela constante da tarde. A chuva é desculpa pra todo tipo de atraso, seja no trabalho, na escola, em casa, etc.

Hoje em dia, tomo pouco banho de chuva de fato, costumo andar muito quando a chuva tá fina, mas banho mesmo, daqueles da minha infância, já tem uns meses que eu não tomo. Aqueles banhos de chuva brincando de pira-maromba, travinha, bandeirinha ou só pra correr na chuva mesmo, desses nunca mais... E creio que nunca mais os tome. Uma pena...



Foto inicial: Ney Marcondes
Slideshow: Diário Online

quarta-feira, dezembro 29, 2010

Salinas

Fim de Ano chegando = Salinas!!

O município de Salinópolis, situado no pólo turístico Amazônia Atlântica, reúne atrativos imperdíveis aos turistas que frequentam um dos balneários mais famosos do verão amazônico. Enquanto os brasileiros das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país sofrem com as agruras do inverno, no Pará, as praias, o sol, as dunas de areia e o mar cristalino fazem a alegria dos amantes de Salinas, como o lugar é carinhosamente conhecido.

As praias são os principais atrativos de Salinas, uma estância hidromineral com mais de 20 km de água salgada e dunas de areia fina nas proximidades do rio Pará. A praia do Atalaia é a mais procurada pelos banhistas. Os visitantes podem entrar com seus carros na areia e chegar bem perto da água. Entretanto, é bom tomar cuidado com a maré e não sair muito tarde, quando a maré começa a subir.

Além disso, em Salinas o turista encontra o Lago da Coca-Cola de água doce e assim denominado pela cor semelhante a bebida, a Fonte do Caranã de água natural, igarapés e dunas gigantescas de areia branca e vegetação litorânea abundante. As praias propiciam um banho seguro para as crianças, pois quando a maré baixa laguinhos de água salgada formam-se em toda a extensão das praias.

A praia do Maçarico é outro destaque da cidade. Localizada na área urbana de Salinas, é o point de encontro dos veranistas nas noites de julho. Os dois quilômetros de orla e o calçadão ornamentado com palmeiras é o lugar ideal para ciclistas e praticantes do cooper. A orla do Maçarico ainda reúne inúmeros bares, restaurantes e churrascarias onde se podem degustar os mais deliciosos e requintados pratos da culinária paraense. É no Maçarico que ocorrem as programações culturais de veraneio em Salinas.

Outras praias como das Curvinas, do Cruzeiro, Farol Velho, Cocal, Pilão e do Amor também atraem visitantes de todos os gostos. Distante e selvagem, a praia da Marieta é a preferida dos surfistas, porém o acesso é feito exclusivamente em barcos.

Como chegar? - De Belém a Salinas são aproximadamente, 220 quilômetros. O acesso ocorre pelas rodovias BR-316 e PA-124. São aproximadamente 2h30m de viagem. Do Terminal Rodoviário de Belém saem ônibus e vans periodicamente em direção ao município.

Quando ir? - O verão na Amazônia acontece entre os meses de julho e outubro, sendo este o período preferido dos visitantes. Entretanto, nos demais período do ano Salinas é muito interessante para quem gosta de tranquilidade.



Deslavadamente copiado e alterado de Fonte: Turismo Paraense
Imagens: Acervo pessoal, algumas do Panoramio e uma ajudinha do GIMP.

quarta-feira, setembro 01, 2010

A Belém Antiga na Biblioteca Digital do IBGE

Em meio à uma casual busca por um papel de parede através do Google Images, inseri a chave "Belém Antiga" e iniciei a pesquisa, para minha surpresa, deparei-me com uma imagem deveras interessante da nossa querida Cidade das Mangueiras dos tempos de antanho, a Belém da Belle Époque. Abri a tal imagem e descobri que estava hospedada no site da Biblioteca Digital do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que conta com um acervo composto de 50 mil monografias, 1150 títulos de periódicos, 20 mil mapas e cartas, 30 mil documentos sobre divisão territorial do Brasil, 80 mil fotos, entre outros documentos. Com um acervo desse aporte, a biblioteca se torna uma ótima fonte de referência para eventuais pesquisas sobre fatos históricos do Brasil.

A apresentação abaixo segue com algumas fotos selecionadas de importantes locais de Belém, como o Mercado do Ver-o-Peso, Largo da Pólvora (atual Praça da Républica), Avenida 15 de Agosto (atual Presidente Vargas), Igarapé das Almas (no bairro do Reduto, próximo à Doca), as Igrejas do Carmo e da Sé, Bosque Rodrigues Alves, Museu Emílio Goeldi, Teatro da Paz, dentre outros.

sexta-feira, agosto 20, 2010

Tumaco

Tumaco - Colômbia


PS: Esse post foi mais pra testar essa inserção de slideshow a partir do Flickr ;)